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[FS 3] Maquiavel - União entre Pai e Filho: Peão e Sacrifício II

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Nome: União entre Pai e Filho: Peão e Sacrifício (Parte Dois)
Local: Kiri - 6 Anos no passado aproximadamente
Detalhes: Será totalmente focado na relação de Maquiavel e seu pai. O elo entre a narrativa de Maquiavel e Asami será deixada para uma terceira parte (final).



Última edição por Um em Seg Out 28, 2019 9:06 pm, editado 2 vez(es)

Ilusionista

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Narradores
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União entre Pai e Filho: Peão e Sacrifício (Parte Dois)
Maquiavel POV
O embate parecia simples, não havia como bandidos de segunda vencerem mestres de esgrima: Um jovem que treina extensivamente de maneira diária e um homem mais velho, experiente na fina arte do assassinato. Nossas lâminas estavam alinhadas como poucas vezes no passado, a heresia feita contra nossa amada teria que ser paga com sangue.
Houve, porém, algo inesperado por assim dizer. As espadas de nossos oponentes, antes fraca e fragmentada, tornou-se conjunta por uma estranha energia. Ela fugia das amarras da natureza, era um intervenção humana. Logo suas lâminas eram banhadas de um azul profundo e escuro. Um sorriso, há medida que isso acontecia, se tornava macabro em suas faces.
- Samurais? Tenho muitos em minha conta… Fiquem parados aí, a morte virá através de mim.
Exclamava o que parecia ser o líder deles: um homem de meia idade, com cabelos castanhos e olhos claros. Suas vestes eram imundas, mal tratadas como antes parecia ser sua espada. Os tons que decidirá usar eram escuros, cômodos ao nosso luto. Bom para esconder o vermelho que seria derramado de ambos os lados.
Cautelosos ficamos, não sabíamos o que esperar de suas armas. Sua aparência nos enganava como a pele de serpente uma vez enganou o homem. Atacar primeiro era um luxo que, de maneira educada, dispensamos. Nossos olhos estavam juntos, analisando o que poderia acontecer; as possibilidades que cada movimento nesse xadrez delicado acarretavam. Jogávamos aqui, na forma de pai e filho, contra nosso cessar de existir.
Não nos confunda, animal. Somos ninjas de corpo e alma. - Berrava meu pai embora, devo confessar, também me confundo com isso as vezes.
O líder do bando se irritava e, com sua espada, o ar ele cortará com violência. Seu sorriso havia de ter se tornado austero. Seus olhos nos filtravam, a vingança era sua pedra lascada. Não me interessa o que ele fez, o que o fez escolher esse túmulo para roubar em um dia de chuva. Entretanto, seu futuro, já fora escrito com minhas mãos.
- Se sou um animal como diz, serei o gato enquanto você, velho, será o rato gordo e inútil.
Mal termina o insulto e aponta sua lâmina em nosso direção e, quase como se fosse um canhão, dispara uma energia contra nossas cabeças. Houve uma explosão, alta e banal, impedida por um muro de terra que acabará, sob estes céus chuvosos, de ser invocado. King me salvaria do ataque.      
...
Ferramentas científicas, transforma até o mais estúpido dos animais em uma besta perigosa. É um ultraje.
Nossas costas se encontram no muro de terra, estávamos sentados. Ouvindo o som de muitas pequenas explosões batendo em nosso muro. Risos podiam ser ouvidos no fundo, um líder gargalhava sob sua aparente vantagem. Entretanto, a lâmina que tanto segurava e confiava, por fim esquentará.
Então, o silêncio por um instante reinou. Por dez segundos para ser mais exato, o tempo necessário para recarregar sua arma. Pouco sei de sua fonte de energia, talvez fosse o próprio sol mas, sei do que estava diante de mim. Uma pequena janela de tempo, o suficiente para me render suas cabeças.
Você vai para a esquerda, eu pela direita. Cercamos o líder no final do movimento.
Sussurrava meu pai e eu, com um simples gesto de cabeça, indicava que eu acatará suas ordens. Era o que sempre acontecia e, por mais que eu odeio admitir, juntos éramos uma máquina. Eu, os músculos franzinos e ele, o cérebro com rugas. Apenas algo poderia nascer dessa união: sangue. Mas, te garanto, não será o nosso.
Meus olhos vermelhos ficavam e eu, em meu frenesi, poderia jurar algum desses bandidos indagar se esse era um “Sharingan de segunda” essa era uma piada velha, que até os corvos usaram contra mim. Meus passos eram fugazes, porém, graciosos. Tais como os atos de minha curta lâmina estática.
Havia de ter ficado responsável por dois deles, um casal de jovens que não aparentava ter mais de cinco anos do que eu. Podia sentir o medo emanando de sua carne, suas mãos, trêmulas, teimaram de segurar a espada.  Se eles apenas a largassem na grama, seria muito mais rápido e indolor, seria muito mais cômodo.
Não, eles querem lutar. Eles vão em minha direção com suas espadas de energia, calor intenso vinha delas. Um calor, que se eu deixasse minha pele tocar, causaria graves queimaduras. Nas mãos de um mestre essa seria uma ferramenta mortal mas, nas mãos deles, isso não passava de uma brincadeira de criança.
Suspirei e, ao encarar seus olhos assustados, em um estado de paralisia através do Genjutsu: Akagan os deixei. Posso imaginar eles querendo gritar e não podendo; imaginar sua carne se sentindo enlatada por cordas invisíveis. Entretanto, seu sofrimento, não duraria muito tempo e, em um movimento, esse jovem casal dava adeus as suas cabeças que, na grama ao lado, repousaram.  
...
Diante do que restava deles eu estava, a alguns metros do líder deles e seu capanga remanescente. Tal como dizia o plano, haviamos o cercado. Meu pai, aquele que eu admirava, repousava no outro lado após, com um único corte frio e metódico, eliminar dois dos ladrões. Suas faces ainda se encontravam no chão, o ato foi tão veloz que parecia, por um único instante, que não tiveram tempo nem de se assustar apropriadamente.
O líder deles, o homem de olhos claros, me encarava. Um sorriso sem motivo passeava em seu rosto e sua Katana, antes gelada, como chamas esquentava. Do céu, os pingos de chuva que nela caem, evaporaram. Foi um golpe veloz, um flash de energia se formava em minha direção. Seu calor, iminente, recordava-me das chamas disparadas pelo Corvo Negro.
Foi imediato, o tempo de reação escapava de mim. O calor se aproximava e a carne queimará… Porém, não era desse que nos fala. King ficou entre mim e o ataque, dando suas costas para o disparo que sua roupa perfura. Apesar de tudo, sua expressão em nada se alterava. Nem um suspiro, nem um suor, apenas seus olhos frios me filtravam.
Maquiavel, é sua chance. Prove a eles a virtude de vosso nome.  
Era severo mas, eu o obedecia. No fim de tudo, era a única família que a mim vivo permanecia. Se sacrificou para me salvar, seu mero peão a descartar. A espada do líder ruiria em pedaços, sem energia havia ficado. Um corte rápido e sua vida tinha sido ceifada pela minha Tanto.
O último capanga largará sua arma e corria desesperado. Deixei-o ir, tinha um pai para cuidar e servir.  
...
No túmulo minha mãe King estava, era de noite e havia terminado de enterra-lá uma vez mais. Ainda com seu terno coberto de terra, acendia finalmente um cigarro a luz de uma lua seca.
Vamos filho, o ritual nos espera uma vez mais.

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Avaliação

Como no filler anterior, foi um texto e uma história ótimas, gostaria talvez que o combate fosse mais prolongado, mostrando um pouco mais das capacidades de Maquiavel, King e os inimigos. Mesmo assim, foi um ótimo filler. Classificado como B

Recompensas 65 XP, 1.000$ e 4 pontos de jutsu

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