Naruto - Boruto RPG

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[Campo de Treinamento] Time 13

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1[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty [Campo de Treinamento] Time 13 em Sab Ago 24, 2019 9:25 pm

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Relembrando a primeira mensagem :

[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Latest?cb=20140827195433&path-prefix=pt-br

Observação: Aqui ocorre os treinamentos - tanto individuais quanto coletivos - do Time 13 (Maquiavel, Asami, Rize e Kaneki)


21[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty Re: [Campo de Treinamento] Time 13 em Sex Out 04, 2019 1:38 am

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Maquiavel Treinamento Individual IV
Maquiavel POV
Eu estava demorando para fazer os relatórios aos meu pai, a minha real missão aqui está sendo mais lenta do que esperava. As pessoas aqui são fracas, estão amaciadas por uma paz falsa e fugaz. Entretanto, por mais que meus lábios nunca deem vida a estas palavras, uma verdade inesperado acabava por sacudir minha determinação fabricada: em troca de sua disciplina, a felicidade parece assinar suas faces de maneira breve, porém, sincera enquanto eu andava pela vila.
Afasto meus pensamentos rebeldes enquanto chegava em meio habitual campo de treino. O sol batia em meus rosto ainda que estivesse  jovem, recém nascido daquele dia. Minha mão pálida e seca abraçava a alça de um leve mochila escura. Seu tom, porquanto escuro quanto meus próprios olhos de ébano, se distinguiam de minhas vestas habituais brancas: representava, de forma simbólica, a pureza e sangue de uma suposta realeza que assombra minha casa.
Noto que novos buracos, exatamente quatro, surgiram no solo. Pareciam recentes mas, em todo caso, não era o momento devido para isso.
- Pai, espero que isso honre seu nome. - Sussurro para meus ouvidos solitários ao mesmo tempo que repouso minhas poses na sombra de um tronco.
Com os braços cruzados para trás, contra o vento e a física, me impulsionava para frente em uma corrida exaustiva. Entrei nas profundezas da floresta, querendo atravessar quilômetros até a montanha mais próxima: ela estava em meus planos que acabaram de sair do forno. Porém, como até a criança mais ingenua possa conceber, isso não seria uma tarefa para os que temem a labuta. Os minutos voavam como meu esguia semblante nessa corrida, o suor tomava conta de meus cabelos negros encharcados em seu próprio suor.
A esquiva de galhos e animais era um trabalho pouco grato, saltando rapidamente entre eles para não perder o rítimo era, no ponto de vista tático, um desperdiço de Stamina. Aos poucos, como uma máquina de carne e osso, minhas pernas começam se aprofundar em seu próprio desgaste. Confesso, em um silêncio que divide-se entre singelo e macabro, que seria mais simples pisar - esmagar - os esquilos e outros animais que teimam em ficar em meu caminho era uma opção que fazia meus lábios desenharem uma emoção: o sangue, de acordo com aquele que meu criou, não devia ser hostilizado. Sua queda, tal como o ato de respirar, é a parte da natureza que mora em todos nos.
Ainda sim, vou contra meus instintos. Não sei bem o motivo disso, sou um estranho a mim mesmo. Patético sou mas isso não me faz cessar. Esquivar dos obstáculos dessa tilha - não importam se tem ou não um coração - era como uma dança que flerta constantemente com a fadigá em meus ossos e, em especial, com as suplicas de coxa mergulhada no principio das dores.
A corrida continuava, os braços sempre cruzados. Apesar da minha destreza impar com meus olhos ardentes, uma certa ruiva de olhar opaco sabe que isso não é um dom compartilhado por meus pés. Mesmo calçados, estavam muidos com o esforço que essas dezenas de minutos traziam para seus pequenos - e pálidos - dedos que, a cada segundo, ganhavam mais um peso de presente.
Porém, lamento dizer, a dor não tem seu fim aqui: não está próxima de seu precipício mas sim, principio.
...
Boas horas se passaram, o sol já estava no alto: banhando meus cabelos, evaporando o suor dos seus fios aos poucos. Parei por um momento, não por desejo. Estava cansado e, sem escolha, caio de joelhos na grama verde. Minhas vestes, antes limpas com esmero, se encontravam maculadas como nunca deveria estar.
Cedi as suplicas de minha carne, a dor que - nessa altura - era o verdadeiro imperador de minhas pernas. Sento e, de maneira fugaz, tiro meu calçado e o deixo jogado para trás. Liberto e permito meus pés respirarem por um segundo breve, menos de um minuto se passava e apenas um detalhe da cena captura minha atenção: as cicatrizes que moram em meus pés, torna feio aquilo que deveria ser belo. Cada marca, mesmo muda e escassa, guarda um fantasma que tem uma história para contar.
...
Poucos momentos depois me coloco a pé mais uma vez porém, agora não estou mais a mercê da segurança da terra. Subi, de maneira fugaz, a maior árvore que banhou meus olhos negros. Num galho frágil me encontro, ele quase vacila com meus próprio peso. Assustadoramente similar com um papel contra o vento, lutando contra a inevitável queda que me espera.
De galho em galho meus dedos nus vão de árvore em árvore. Sempre reto, indo contra as normas do mundo. Meus braços, seguindo o costume arcaico, andavam cruzados atrás de minhas costas quentes. A pausa, o descansar, era um sonho que jamais se tornará a realidade.
Cada novo galho, cada novo salto sem descanso, significava mais um corte áspero em meus pés nus: mais uma cicatriz para a lista a cada ato que se fazia nesse mundo. Pois mais que meus lábios se mantivessem selados, vivos na mudez que foram criados para ser, a dor ainda estava lá: lá no canto junto das dezenas de cortes, dos gritos algozes que eu ignorava.
Os galhos estavam marcados de vermelho e, ainda sim, diante da grandeza dessa paisagem, meu sangue era o mesmo que nada. Horas se passaram e o cessar era uma palavra que não existia em meu dicionário. Meu pai estaria feliz, apesar de tudo: estava agindo com uma máquina perfeita, um robô sem lábios ou nervos. O sol, agora o do meio dia, fazia eu pagar o peso pela teimosia. Estava quente, o suor me sufocava sem dó.
A cada salto que fazia uma fração de meu chakra e stamina se despedia de mim. Com um bom par de horas, minha respiração já estava ofegante e meu corpo flertando com a exaustão quando, no linear do principio de mais uma tarde a montanha, outrora distante, sorria para mim há alguns metros de distância.
...
O sangue dos cortes em meus pés maculava sem pensar duas vezes a natureza que me cercava: deixava um rastro que não me permitia mentir sobre o passado que acabou de sair do forno. Observo, em meio ao ranger dolorosamente alto de meus ossos, a montanha que se fazia a minha frente: era vasta, montadas por pedra mais velhas do que essa minha podre carne poderia conceber.
Em seguida, a tona de suspiros que escaparam da prisão fria que provou ser meus lábios, voltava minha atenção para minhas mãos magoadas. Elas não estavam, tal como o resto de meu corpo, tendo um dia muito agradável. Mover meus dedos, mesmo que minimante, era uma labuta digna dos deuses. O ato, por mais mero que seja, fazia-me contorcer em silêncio.
Entretanto, isso não impedia a realidade de seguir em frente. Colocando minhas mãos e pés de uma maneira apropriada, comecei a escalar a montanha. As primeiras três horas, apesar de penosos, haviam sido bem sucedidos. A ventania, com o intuito de manter o costume, estava forte e desafiando meu equilíbrio uma meia duzia de vezes.
O sangue fervia e a adrenalina, essa droga bem vinda, afastava a fadiga por tempo o suficiente para eu conseguir subir um pouco. Porém, antes que pudesse cantar vitória, minhas mãos suadas pagaram o pato e, por um instante efêmero, escorregaram diante o domínio de uma, entre tantas, que desenhavam minha trilha até o topo.
Um segundo se passou e lá estava eu, em uma queda direta para me esparramar no solo. Metros e mais metros era o que constituiria a fina linha que me distingue dos vivos e dos mortos. Toda a minha carne, por mais que espirasse vontade de viver, estava submersa demais em sua própria estafa para fazerem algo. Os membros, anestesiados em sua dor, mal conseguiam se debater em vão.
Fechei os olhos, a força se esvaia até mesmo para os manter abertos. Abraçando a escuridão, poucas coisas conseguiam continuar acessas em minha mente: em especial, na contra maré que desenhou as dezenas de cicatrizes que tomam conta de minha carne, duas fotografias me consolam de maneira tola e, ainda sim, bem quista: a primeira o sorriso de minha mãe em uma noite chuvosa de Kiri e a outra, datada de seis anos atrás, mostra olhos opacos e cabelos ruivos sorrindo para mim apesar de todo o sangue que nos rodeia: uma mentira, um placebo de ignorância diante uma realidade fria.
...
A queda estava cada vez mais próxima e o desmaio estava cada vez mais convidativo. As dores, aos poucos, ficavam no passado. O coração, outrora acelerado, estava acomodado. Ele havia aceitado o destino, o cair nos braços da morte e eu, sinceramente, não posso culpa-lo.
Porém, o Homem age sobre a natureza e, quase como se estivesse ciente, a Pedra de Gelel que violou meu corpo acorda intensamente. Quase como uma cena de filme de horror, meu semblante se altera em um piscar de olhos: o menino frágil cede sua cadeira para aquilo que não se decide entre Homem e aranha. Transformado, meus dedos se aventuram em meus bolsos e arrancam - meio sem jeito - um pedaço de fio de aço e lança, com exito, para uma pedra maior que existia no alto dessa montanha.
Sem energia, entretanto, logo retorno a minha forma humana e começo a escalar a montanha através do fio de aço. Aos poucos, as mãos já calejadas, abrem fendas e feridas ao entrarem em contato com o material áspero, cortante e que - ironicamente - acabou de salvar minha vida. Um pé após o outro, fazia "rapel" sob a plataforma rochosa. O vermelho rapidamente se confundia com o arame e era acompanhado de meus gritos de dor.
Horas depois, já próximo do alto, minha cabeça brincava comigo mesmo em meio a um enxaqueca e sede infernal. Os pés estavam suados e a todo momento ameaçavam escorregar. Nessa altura, os seus pequenos cortes já deveriam começar a infecionar. A visão, antes minha aliada, estava vacilando e a vertigem, por breves momentos, estava se instalando.
A cada novo passo parecia que eu ia cair, ia simplesmente largar a corda e deixar o vento me carregar. Porém, eu havia conseguido chegar ao fim da linha que, no resumo da opera, perdeu seu brilho em meio a tanto sangue que dela respingava. Alcancei, em ultimo salto, o alto dessa montanha.
- Para lembrar os velhos treinos de casa, certo pai? - dizia em um tom baixo enquanto tentava me manter em pé, minhas pernas estavam tremendo como se estivessem no Pais do Ferro. Minha garganta ardia e, logo em seguida, via o que foi meu café da manhã diante de mim.
- Então, é isso que você anda fazendo aqui? Preciso relatar isso ao Senhor Jaavas... - exclamava uma voz em tom de curiosidade. Mal o ouvi chegar e, antes que pudesse capturar seu rosto, o sono me arrancou desse mundo.
Fim do Treinamento
   

Atributo Treinado:

CON: Por meio de um sistema de treinamento que consistiu em partes:
1. Corrida pela Floresta que cerca o Campo de Treinamento a pé por horas.
2. Continuação da Corrida, dessa vez saltando de árvore em árvore, sempre em linha reta.
3. Escalar uma montanha, inicialmente com as mãos e pés e, em uma segunda parte, escalando através dos Fios de Aço em estilo de Rappel.
Ia colocar enganchamentos no topo da montanha, flexões e abdominais porém, achei que ia ficar demais. Escrever a escalada acabou demorando mais que o previsto.
         

Detalhes:

-  Fiz esse sistema mais rustico, tradicional para o PP por causa de suas raízes e personagem. Para Rize, por exemplo, planejo algo mais tecnológico.  
- Tem pistas sobre o Filler de Maquiavel e Asami, assim como um pouco de história futura nessa narrativa. Espero que não fique ruim.
- Ainda estou aprendendo treinamentos desse atributo, o próximo será uma luta - que será imediatamente depois desse treinamento - que envolve usar estratégias e analises com o foco em RAC. Também vai servir para a história do personagem, mesmo que em apenas um detalhe.
- Desculpe-me se me perdi na narração ou ficou de alguma forma enfadonho.
- Não, não é o King na vila, irei explicar melhor no Treinamento V de Maquiavel.
Obrigado pelo seu tempo.

22[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty Re: [Campo de Treinamento] Time 13 em Sex Out 04, 2019 7:52 am

Um

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O treino ficou ótimo, gostei muito como adicionou referências e muito mais a historia de seu personagem no treino, porem devo dizer que sle ficou relativamente longo. Nos próximos tentar ser mais resumido, os treinamentos em teoria deveriam ser rápidos de se escrever e sucintos

Recompensa 3 CON e 5 XP

23[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty Re: [Campo de Treinamento] Time 13 em Sab Out 05, 2019 5:26 pm

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Rize Treinamento Individual V
Rize POV
Havia muitos fios grudados em meu corpo, eles atravessavam facilmente o meu corpo. Eu me sentia como um ratinho ou, melhor, uma aranha de laboratório. O suor nascia enquanto eu corria perante a esteira. Sua velocidade era, em seu principio, mediana. Apesar de tudo, não passava de um ameno divertimento para as minhas pernas já calejados. O vento, forte como sempre, tornar-se um refresco bem vindo.
- Tá muito fácil, se eu quisesse brincar eu ia treinar com os bundas moles da Família Principal. - Dizia sem medo da morte, aqui eu estava com um dos poucos amigos que colecionei em minha dura vida. Sabe como é, nem todos nascem com bajuladores de nascença  - Passa pro nível dois virgem nerd... Bem, isso é uma redundância né? Foi mal. 
Um riso jocoso sai de meus lábios enquanto minhas pernas, quase como uma revolta rebelde pelas palavras que se tornavam minhas filhas mais novas, começam a sentir a esteira indo por um ritmo mais intenso e traiçoeiro. Aos poucos, como uma reação, meus pés começavam vacilar entre si. Praticamente encarei a queda um bom par de vezes antes de conseguir acompanhar os passos. Dessa vez, entretanto, meus ossos não iriam sair impunes: mesmo que por momentos breves, a dor estava se instalando entre suas brechas.
Duas horas se passaram e meu semblante, outrora confiante e irreverente, estava começando a suplicar por meio de respirações ofegantes. A boca, porém, continuava selada. Os olhos brancos não se abalavam, estavam correndo com tudo que tinham. Os ossos, as juntas, estavam pesando e, a cada novo segundo, suplicava por uma pausa que estava longe de acontecer. O suor, porquanto, percorria por toda minha carne e fazia, em um tom de malicia, minhas mãos e pernas conhecerem o significado de escorregadio. 
- Olha, não me entenda mal, sei que vocês nerds devem está babando para caramba pelo meu corpo mas, o que acham de uma pausadinha? - exclamava em meio a uma voz ofegante e, ainda sim, o destino me vetou essa chance. A esteira parecia se elevar e tornar-se mais estreita. - Que porra foi essa?!
A surpresa quase me fazia cair, rolar diante essa esteira na velocidade máxima. Eu continuava a correr e, mesmo sim, parecia algo inútil de se fazer. A esteira movimentava-se de maneira astuta, elevando-se cada vez mais. Depois de mais uma hora nessa dança, os ossos iam ao limite e seu ranger não era mais um segredo. Cabelos mergulhados e suados, braços que mais pareciam cozidos e muidos por um triturador perverso. A dor finalmente conseguia o que tanto queria; o que tanto todos desejam: uma voz há ser ouvida através de gemidos sufocados.
Porém, esforço possui a carne como seu pior inimigo. Ela é fraca, limitada. Houve um erro e meus pés vacilavam entre si. A queda, dessa vez, era a voz do inevitável. Cair e, em seguida, foi lançada para a árvore mais próxima. A cabeça doía, minha face estava frente a frente contra essa grama irritante. Os fios, antes ligados as minhas vestes, foram arrancados violentamente. Ela tocava minha pele branca sem meu aval, ostentando aquilo que mais almejo e, mesmo assim, o meu próprio nasceu negou-me.
- Entendi o recado... Qual o próximo passo? - Falava enquanto, aos poucos, me levantava em meio uma dor nas costas tremenda. - Certo... Tipo, isso não é meio arcaico não?   
...
Momentos depois lá estava eu com uma corda metálica e um pouco surpresa com a simplicidade. Entretanto, em meio a natureza, comecei a pular a corda. Inicialmente, me parecia uma outra brincadeira de criança. Meus lábios, por quando, aprenderam sua lição e saborearam o silêncio. Os primeiros trinta saltos, embora penosos para meus ossos já calejados e minhas costas rabugentas, foi feito de forma automática. 
Um pouco confiante - ou, como diriam alguns perdedores, arrogante - decidi desafiar meus próprios limites. Só os tolos se amarram dentro de ordens vazias. Decidi, portanto, ficar alternando - em pleno saltos - o par de mãos que comanda a corda. A cada salto, por mais mero que fosse, as mãos alternavam entre si.
O suor, uma vez mais, voltou a conhecer meus longos e escuros cabelos. As mãos, seguindo o exemplo, começavam a suar e, as poucos, vacilar. Os saltos, embora ainda existente em pares de dezenas, compartiam com o número de vezes que minha cara beijou esse chão.
Por fim, desistir da ideia. As pernas mal se aguentavam em meio a sua própria exaustão e uma sutil tremedeira. Meus dedos, agora submersos em sua própria água, voltavam a pular corda da maneira que deveria ser. Porém, era tarde demais para voltar a normalidade, ela nunca me adotou realmente. As juntas de meus braços choravam perante a labuta a cada novo salto que vinha ao mundo. Nessa altura, estavam anestesiados, pesados ao ponto de não aguentar os próprios músculos.
- Que tal terminamos por hoje? Essa coisa tradicional não faz meu tipo. - dizia ao encaixar meus pés ao solo novamente, anunciando, em silêncio, mais trinta pulos foram feitos. 
Mas, o destino - ou melhor, os nerds - me deram um presente não clamado: a corda metálica de repente começou a brilhar e, de maneira quase independente, se mover em uma velocidade que desafiava meus olhos albinos. Forçada, comecei a tentar pular - me esquivar de seu movimento frenético - entretanto, era em vão, mesmo que alcançasse as nuvens: a corda de metal sempre acabava por cortar minha carne de forma profunda.
A carne viva estava exposta assim com meu sangue que cai sob essa grama, a manchando fugazmente. Ainda sim, em gritos, continuei a pular essa corda. Na décima vez, porém, eu a larguei e tombei ao chão. Minhas pernas estavam mergulhadas em seu próprio sangue em um sofrimento que tornava banal as suplicas de meus ossos perante a labutá.
- Está cientifico o bastante para você, garota aranha? - Um jovem adulto me olhava por cima, sorrindo de maneira presunçosa. Apenas o responde, no meio da tormenta de minhas respirações ofegantes, mostrando o dedo do meio. - Essa é meu protótipo de corda de treinamento High-Tech a sua velocidade e intensidade pode ser regulada... 
Antes que ele terminasse, a escuridão banhou minha visão.
...

Atributo Treinado:

CON: Através de um sistema de treinamento mais tecnológico que consiste:
1.  Esteira em velocidade mediana, máxima e, no desafio final, na velocidade máxima porém, em um angulo elevado.
2. Pular Corda: Primeiramente pular 30 vezes normalmente, depois tentar alternar entre o par de braços - que controlam a corda - enquanto saltam (vista sua KG Dubla) e, por fim, testar a função High-Tech da Corda: ela colocada em velocidade sobre humana enquanto salta.

Detalhes:

- Tinha outras ideias - como uma nova versão tecnológica dos pesos de treinamento que ficariam mais pesados a medida que se usava eles. Porém, ficaria muito longo.  
- Espero não ter exagerado nas tecnologias. Considerei que a tecnologia estaria ainda mais avançada do que em Boruto pelo contexto do RPG. Qualquer coisa, se ele for em afronta ao contexto, posso retira-lo de bom grado ou refazer.
- Desculpe, estava sem inspiração. 

24[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty Re: [Campo de Treinamento] Time 13 em Sab Out 05, 2019 6:01 pm

Um

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Esse treino foi muito bom, continue assim. Gosto desse lance de tecnologia nos treinos de Rize.

Recompensa 3 CON e 5 XP

25[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty Re: [Campo de Treinamento] Time 13 em Dom Out 06, 2019 1:35 am

Ilusionista

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Asami Treinamento Individual IV
Asami POV
Estava um pouco parada esses dias mas admito que a melodia dos pássaros é algo simples e, ainda sim, me rouba um breve sorriso. Meus pés estão nus, sentindo o leve toque áspero da grama em meus dedos albinos. Apesar da calmaria, das nuvens belas nesse céu infinito, meu olhar violeta estava afrita. Contemplava, praticamente como uma boneca de porcelana, o tronco da árvore que deixei uma catera violenta - uma marca da loucura que me persegue e, aos poucos, me consome em meio a sorrisos falsos.
Odeio isso porém, não posso deixar de ouvir o eco desses pensamentos em minha mente. Ao acompanhar de um suspiro infante, ando em direção ao pequeno lago que me observa. O rio estava calmo, suas ondas eram uma beleza que poucos tem paciência para visualizar. Essa sociedade, mesmo na paz, suas almas continuam inquietas. Algo os falta, algo além de seus prazeres fugazes. A natureza, em sua complexidade simples, ensina aqueles humildes o suficiente para se ajoelhar.
- Vamos lá, garota. Vai ser uma vergonha se você entrar no time sem dominar isso... - exclamava, em um tom de aparência serena, para meus ouvidos alegres enquanto me faltava um único passo para mergulhar nas águas. - Não posso fazer feio para os coelhos que moram aqui.
Havia uma leveza em mim, nas palavras que concebi a esse mundo. Porém, não era leve o suficiente. Quando entrei nas ondas, a queda e o frio me aguardava. Afundei de maneira veloz, me encontrei no fundo do rio e, num instante distante, sentir o ar escapando de meus pulmões. Aquilo fazia meu sangue ferver, a adrenalina no meu cérebro disparava e meus braços, tolos e acostumados ao luxo, se moviam em vão.
O oxigênio que eu tinha era escasso, nem o ar me desejava como amiga. Isso até seria engraçado, se a situação não fosse tão trágica. Os meus dedos tremiam, a vida queria se esvazia deles e, com ela, a semente dos sonhos que nunca foram plantados. A visão, em passos largos, se rendia ao abraço da escuridão. Eu tinha pouco tempo, segundos me separam da ponte que liga os vivos e os mortos.
Concentrei-me mas, era difícil pensar: uma labuta ingrata era o pensar. Entretanto, foquei-me. Não no agora, não na garganta ardendo mas sim, na energia que percorre meu corpo. Apesar da insanidade que segue meus passos, ela ainda girava em harmonia. Era o Yin e Yang, assim como as ondas que tocam minha carne desesperada, elas não paravam por nada e tudo atravessavam.
É assim que eu quero ser porém, não era o que eu devia ser. Fecho os olhos e, em um instante, me rendo a escuridão. Imagino, visualizo, o Chakra percorrendo por minhas veias ansiosas, devorando todo a carne que ele via em sua frente. Inicialmente, ele estava como um animal selvagem: uma besta rebelde que só conhece o chicote e a jaula fria e metálica.
Porém, aos poucos, imaginava essa energia como as ondas que me cercam: rodando entre si de maneira serena. Há uma certa resistência, o ar me faltava e manter meus lábios selados logo não seria uma opção. Depois do movimento circular, do Yin e Yang, tento o ver como se existisse no peito de meu estomago: como se fossem palavras que precisam conhecer a luz do dia.
A realidade me chamava, a morte batia na minha porta. Os dedos, a essa altura enrugados e anestesiados, lutavam contra a correnteza para pegar o caxibo anexado as minhas vestes molhadas. A mão estava tremula e vacilante, quase perde para as profundezas o item, que podia me dar mais um dia nessa terra, um par de vezes.
Literalmente eu dava meu ultimo suspiro ao bater meus lábios estáticos contra o metal dourado desse soprador e, por um breve instante, quase perdi minha existência. Estava me sentindo sufocada, caindo em disparada neste lago profundo. Entretanto, bato minha própria porta na cara do destino, uma bolha se faz em torno de mim e me levava para cima.
Perante as nuvens eu me encontrava, uma bolha me salvou das garras do meu velho amigo destino. Eram belas mas, não as olhei. Estava ocupada demais tentando roubar todo ar do mundo para mim em meio a respirações ofegantes. Estava de joelhos, doida e com frio. Fui tola, nem percebi quando a bolha estorou e do alto, mais uma vez cair.
...

Acordei na grama, as costas doíam e eu estava quase certa que havia quebrado uma costela ou duas. Os gritos de dor mal me deixavam falar. Os ossos, suplicando por um chocolate quente, tremiam sem parar. Os animais em minha volta se encontravam, pareciam entender o que eu sentia ou, melhor, o que dentro de minha existia.
Apenas sorri de canto de boca e me levantei em meio a ruídos dolorosos das minhas juntas. O Chakra estava aos meus pés e, ainda que cada passo berrava em seu silêncio, tentei a andar novamente na água: imaginando, no processo, minha energia como um Yin e Yang dentro da boca rodando, sendo como as ondas que quase me ceifaram desse mundo. Tentei por uma dezena de vezes, pelos minutos que minha carne doida aguentou, mas, o fim era o mesmo; a queda, os cabelos e vestes  molhadas.
...

Ao inicio da tarde abracei a escuridão e dormi como um bebê que tomou um banho de chuva enquanto se divertia rebeldemente.
Fim do Treinamento

Atributo Treinado:

M.CH: Principalmente através do uso do Ninjutsu de Bolha de Sabão enquanto se afogava, tendo que se concentrar no desespero e imaginar sua energia - inicialmente selvagem, em desordem - de maneira mais equilibrada e serena: como ondas.
De maneira secundário, Asami tentou aplicar esse pensamento ao tentar andar perante a água, em vão.
- Asami usou a técnica Liberação de Água: Técnica de Bolhas — Flutuar para se salvar.

Detalhes:

- Não consigo dominar esse treinamento de M.CH, tentei o Ninjutsu de Bolha de Sabão por ele usar o atributo em questão em uma situação de vida ou morte. Entretanto, acredito que não consegui focar no treino como deveria ainda.
- Por gentileza, leve em consideração que ainda estou me acostumado com treinos Haha na questão prática, acha que eu deveria focar os treinos em um território mais garantido (por exemplo, RAC já que a personagem usa muito Manipulação ou M.SE para os Selamentos) e usar os pontos de atributo por nível com M.CH?
Obrigado novamente

26[Campo de Treinamento] Time 13 - Página 2 Empty Re: [Campo de Treinamento] Time 13 em Dom Out 06, 2019 3:18 am

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O texto ficou muito bom, mas o treinamento em si não. Entendi sua ideia de colocar Asami entre a vida e a morte, e fazer ela ter um "crescimento" para sobreviver, em um momento de perigo. Mas, foi um pouco exagerado, cair no rio não me aparece ser tão desesperado quando foi mostrado, principalmente por que Asami ja fez isso antes e não teve tanto problema ou tanto drama como desta vez. Na questão prática, acho que deva pensar melhor no treinamento de M.CH para criar um método mais eficaz, mas não deve parar, é sempre bom continuar tentando.

Recompensa 1 M.CH e 5 XP

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