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[Quest - Maquiavel Jaavas] Asami Yamato - Sacerdotisa Magen

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Integrante: Asami Yamato
NPC: NPC - Sacerdotisa Magen
Quest: Um destino amaldiçoado
Dificuldade: Difícil
Local: Floresta da Morte

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- Asami deve adentrar na floresta da morte, mas não encontrara de imediato o NPC
- A partir do seu post inicial, será narração completa

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[Quest - Maquiavel Jaavas] Asami Yamato - Sacerdotisa Magen Sol_en10

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Asami POV
Havia um certo receio no ar, meu sorriso não refletia meu estado de espírito. Fazia dias que sair do hospital, dias passaram desde que enfrentei aquela Mulher Serpente. As noites não tem sido fáceis para mim, alucinações de hora em hora vem me visitar. Nunca gostei da solidão, um ombro amigo me é sempre bem vindo. Mas, não assim... Não delas.
Os médicos dizem que vai passar, é só tirar férias e descansar eles dizem. Tem boas intenções em seus corações porém, a mentira, é algo que percebo de longe. É algo que detesto. Suspiro enquanto ando, acenando para as crianças que, no caminho, encontro.
O dia estava quente, minha testa estava suando. Um péssimo dia para vir de cassaco amarelo. Entretanto, o que eu ia fazer? eu gosto desse casaco, de seu tecido macio me abraçando. Estou cheia de dizerem como uma sacerdotisa deve se vestir ou se comportar.  Estou cheia de receber ordens.
Havia chegado na entrada de meu objetivo, do que me fez sair da cama de manhã: A Floresta da Morte... Nossa, um nome convidativo não? Aposto que tem um monte de animais fofinhos e serpentes - muitas pegajosas serpentes.
O pensamento delas em minha mente é o suficiente para eu fazer uma breve careta. Havia um homem de guarda, bem mais velho que eu. Enquanto me aproximava em passos delicados, seus olhos não podiam evitar de capturarem minha imagem. Ele, possivelmente em anseios e fantasias imundas, mordia seu lábio.
- Opa, mocinha... Isso aqui não é lugar para civis. Andou se perdendo foi?
Existia sarcasmo em sua voz, um tom de malícia em sua boca. Porquanto, não era isso que mais me irritava. Por um instante meu rosto, outrora doce, se tornava tão vermelho quanto meus cabelos ruivos. Encarava-o com meus punhos serrados, ficando na ponta de meus pés por causa de sua altura superior.
- Não percebe que sou uma ninja?! Eu poderia mata-ló com apenas um movimento. - Era, no mínimo, curioso imaginar uma pessoa como eu ameaçando outra, mesmo que em um tom ameno. Passei dias em uma cama de hospital, acabar com esse cara seria um bom começo.
Podia ver que sua postura mudou. Ele se distanciou de mim. Meu punho relaxou e minha face seguiu o mesmo exemplo. Seus olhos estavam perplexos: não sabia se era para levar minhas palavras a sério ou não. Ele estava suando, um pouco envergonhado.
- Entre por sua conta em risco, mocinha...  - exclamava de maneira pouco audaciosa, ele se provou um cara cauteloso no fim das contas.
- Obrigada. - Um esboço de sorriso se abria em meus lábios enquanto o rapaz saia do caminho da entrada.
...
Passava-se um bom tempo desde que entrei nessa floresta... Me lembrava um pouco aonde eu nasci, onde eu era tratada como uma nobre. Vim até esse fim de mundo por boatos das ruas; boatos esses que diziam que aqui se escondia uma pessoa com habilidade de ver o futuro.
Admito, entrar em um lugar super perigoso, cheio de árvores e animais, sem saber o que procura - sem saber se isso, ao menos, existe - é uma burrice. Mas, eu precisava de uma desculpa para sair da cama... Não aguentava mais ficar gorando.
Passava a mão por minha testa, estava suando como uma suiná. Havia trazido uma garrafa de água em um dos bolsos de meu casaco. Ela deve está morna agora porém, é melhor que nada. Abrindo-a, tomei um bons goles antes de guardá -lá mais uma vez.
- Muito bem Asami... Invés de assistir algum programa com a Rize você preferiu entrar numa floresta com a palavra "morte" no nome... Genial - dizia para mim mesma enquanto olhava meus arredores, apenas árvores tinha até onde eu podia perceber.
Um pequeno coelho saltava em minha visão, ele estava a alguns metros de mim. Eu sorri, me posicionando mais para frente para vê-lo melhor.
- Oi, senhor coelho. Você viu alguma outra sacerdotisa por ai?... Por favor, seja real; sim?
Falava sozinha, tentando manter o auto astral... Passou-se tanto tempo e não apareceu ninguém, preciso manter o astral.
Detalhes:

- O primeiro post foi maior devido ser um Post de contextualização. As Quests foram inauguradas.

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Asami ainda sofria com venenos e traumas de seu ultimo encontro com Maquiavel e a mulher serpente. Ela por meio de boatos dirigir-se a um dos piores lugares de konoha, o quão longe esses boatos eram verdade? O qual longe ela iria ali dentro sofrendo com toda aquela carga emocional e física ainda pesada em seus ombros?

Apesar do guarda adverti-la, audaciosa ela o confrontava e gostando ou nao daquilo, o guarda a deixava passar. Além de árvores, a única coisa que via era um pequeno coelho que retirava delas algumas doces palavras. Mas como é convencional, o animal a ignorava pulando para dentro da floresta novamente, provavelmente para sua toca, era isso que possivelmente passava ela cabeça da jovem.

Bem distante dali, uma senhora de cabelos brancos e olhos azuis sentada sobre um grande urso e rodeada de inúmeros animais gigantes sorria.
- Parece que temos uma convidada, tratem-a bem, meus pequenos -

Restava a menina, ainda na área ao redor da floresta aprofundar-se na terrível floresta da morte

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- Acho que isso significa que você é real... Menos mal. Animais me adoravam, será que perdi meu charme também?
Indagava-me mesma em voz alta, não era uma boa hora para o veneno começar a fazer efeito e rezo a qualquer entidade superior que continuasse assim. Por sorte ou azar, nem um dos membros de meu time 13 estava aqui, eu não queria correr o risco de ser vista por eles caso as alucinações saíssem das profundezas de minha psiquê. Bem... Por eles e qualquer ingrato que tenha esquecido de me visitar no hospital.
Meus olhos se sentem frustados por um instante, o coelho pouco ligou para minhas palavras. Era uma criatura tão fofa que me despertava um desejo de tê-la em meus braços. Os seus pelos eram brancos como a neve, não muito diferente de minha pálida pele.  
- Espere, senhor coelho!
Eu sabia que as palavras de meus lábios seriam em vão. Eu sabia que ele não entenderia nada que eu falasse porém, isso não faria com que eu o tratasse de maneira distinta. Todos os seres merecem ser cuidados com gentileza e toques, nem tão suaves assim, de doçura.
Ao vê-lo sair saltando de minha visão para o que, deduzo, ser o caminho de sua toca; busco ir - em passos velozes - em sua direção. Adentraria, assim, na floresta quase sem perceber.
O perigo, literalmente, podia morar ao meu lado agora. Mas, isso não me impediria de continuar. Enquanto andaria, meu cabelo, ao vento, dançaria e, com ele, o Sino - timidamente - balançaria.
- O Sino... Um presente dado a mim para proteger meu povo e o mundo... E, mesmo assim, falhei com ele: falhei com todos.
Sussurrava apenas para meus próprios ouvidos. Enquanto continuaria a andar, manteria os meus dedos próximos do Soprador de Bolhas.
Poucos saíram daqui sem uma cicatriz como lembrança, não quero entrar na lista como mais uma.

Detalhes:

- Aproveitei o coelho para fazer algo meio "Alice do País das Maravilhas" com a toca do coelho e tudo - apenas foi minha referência ao escrever.
- Esqueci de perguntar, as Quests também dão Xp?
Grato.

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Asami suspirava aliviada por saber que o pequeno e fogo coelho era real, diferente das muitas alucinações que ela vinha sofrendo constantemente. Ao mesmo tempo, chateava-se por breves instantes lembrando que ninguém fora lhe visitar no hospital, nestes tedioso dias que ficará quase em carcere lá.
Seguindo o coelho para dentro da floresta da morte a garota sentia já uma pressão estranha, a floresta vista de fora era até mesmo bonita, mas seu interior guardava coisas horríveis, em poucos passos para dentro, o cheiro de sangue era grande, ela podia ver algumas carcaças de pequenos animais mortos por entre as gigantescas arvores que alí residiam. Seguindo ainda o coelho que ao pular em um arbusto qualquer sumia de vista, Asami ouvia um grito. Não um grito de animal, um uru qualquer, mas um grito humano, alguém em agonia, alguém com medo. Seus instintos de salvar os inocentes do mal viriam a aflorar naquele momento?

Nota escreveu:- As Quest's entregam apenas o descrito nas recompensas, neste caso, apenas o conhecimento.
- Esse é um dos motivos que elas são rápidas e acabam em poucos posts, pois o membro pode fazer as fazer fácil e rapidamente.

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Havia uma certa fofura nesse coelho, uma pureza que não se repetia no resto da cena. A beleza da floresta podia enganar meus olhos opacos mas, não era o suficiente para camuflar sua realidade. O aroma de morte me circulava, cascas sem vida imperam em cima das árvores. Isso não é estranho aos sentidos, não como deveria. Apenas era banal, digno de seu nome.
Apesar de tudo, me mantinha fiel a imagem do coelho. Ele me fazia sorrir, mesmo que de uma maneira acanhava. Eu corria atrás de seus saltos, quase como uma criança inocente em um mundo de trevas. Eu não poderia me deixar abalar, eu era a sacerdotisa: não podia deixar de sorrir para as pessoas tristes, eu deveria ser a esperança delas... Aquela que desafiaria o demônio.
Mas, agora, eu era uma garota atrás de um coelho. Uma garota que, por trás do modesto sorriso, estava assustada. Não pela floresta, não. Antes fosse por algo que eu pudesse tocar, derrotar. Enquanto andava, meus dedos paqueravam o Sino em minha orelha. Aos olhos, ao mundo afora, ele permanecia o mesmo: fiel, discreto. Entretanto, eu sabia que isso era mentira... Ele mudou, ele mudou desde o dia na biblioteca.
Entretanto, de algo modo, perseguir esse coelho era um bom placebo. Talvez eu só desejasse algo para me escutar por uns poucos minutos, algo peludo para encher de mimos e carinho enquanto, de lábios cerrados, dizia minhas ânsias, meus medos e vergonhas mais profundos. Porém, qualquer que fosse meus planos, foram por água abaixo quanto, na primeira chance que teve, a criatura escapará de meu olhar distinto.
- Boa Asami, nem o coelho quer perder o tempo com você... Bem, se nem o ingrato do Maquiavel, ou melhor dizendo, aquele quatro olhos que me deve a vida, mais de uma vez, quis; pelo menos não posso reclamar de falta de coerência em meus dias.
Tentava ilustrar um bom humor mas, não sei se as palavras que se aventuraram por fora de meus lábios estavam querendo o mesmo. Entretanto, aquilo pouco me importava nos próximos segundos que se seguiram... Nos próximos instantes onde um grito humano bateu nas portas de meu ouvindo.
- Estou Indo! - Exclamava enquanto, de maneira instintiva, veloz e pouco sábia, buscava correr em direção ao pedido de socorro.
Talvez, eu realmente não sirva para uma ninja. Talvez, eu não tenha o necessário para isso... Porém, não iria dar as costas a quem precisa.

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A menina subitamente sem pensar muito bem naquilo, quase como um instinto, corria em meio a floresta ao ouvir os gritos humanos. Rapidamente ela se deparava com uma senhora, cabelos brancos, olhos azuis vibrantes, seus trajes não pareciam sujos ou surrados. Próximo a ela, dois grandes ursos, realmente grandes, se tinham 6 metros era pouco. As feras prontas para abocanhar a senhora notavam a menina e rapidamente mudavam de alvo avançando contra ela.
Os ursos eram negros, mas um deles diferente do outro possui a uma mancha branca em seu olho esquerdo.
As garras grandes e pontudas, poderiam fatiar a menina como papel, isso sem falar nas presas que mastigariam seu corpo como se não fosse nada.

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Qualquer um de onde eu vim, me crucificaria por eu está fazendo isso: correndo em direção ao perigo. Enquanto, aos poucos, via o semblante de dois ursos apenas um pensamento rodeava em minha cabeça: uma sacerdotisa, em hipótese alguma, deve jogar sua vida fora assim... Arriscar-se por uma estranha. É isso que me ensinaram no País dos Demônios e, ainda sim, estou aqui.
A cena se desenrolava de maneira fugaz, sem tempo para planejamento. Para artimanhas. Eu parava subitamente ao perceber os dois animais e, de maneira triste, perceberia o que teria que ser feito. Eu teria que os machucar ou pior, eu teria que sujar minhas mãos de sangue. Havia um pouco de hesitação em mim: não, não era medo... Era a voz da minha concrescência. Um sentimento de pena.
Mas, ao observar melhor, observar a face da velha senhora rendida ao chão, seus olhos azuis deviam está assustados. Seus pensamentos, entretanto, provavelmente estão agradecendo aos seus deuses por minha súbita - e tola - aparição. Tentaria fingir o melhor sorriso que eu posso - o mais reconfortante e cofiante que posso - antes de cuspir algumas palavras em sua direção:
- Corra, senhora, corra... Eu cuido deles!
Os dois ursos, agora, certamente me terão como alvo de seu jantar. Em uma outra ocasião, eu teria apenas parado e os admirado e, quem sabe, passeado meus dedos por seu pelo escuro. Tirando uma mancha branca, os dois eram iguais perante meus olhos de cor violeta. Quase, por um instante, esqueço que eles podem me matar em um segundo. Suas garras são afiadas, pior que qualquer lâmina de aço que tenha tentado arrancar meu coração em todos esses anos.
Após buscar ter certeza que a atenção deles estava voltada exclusivamente para mim, tentaria - usando Técnica de Cintilação Corporal - saltar para o meio das árvores, queria que a batalha ocorresse em cima das delas, o mais distante da velha senhora: hoje ela quase foi tirada dessa existência, não serei eu que a colocarei no meio de um conflito.
Pousando, se possível, em algum galho alto e de uma posição que não permitisse nenhum inocente se perder no fogo cruzado. Reviraria meus olhos, tentando achar uma maneira de encerrar isso que não envolva violência; que não envolva mais vermelho derramado nesse solo.
- Desculpe, sei que querem só comer seu café da manhã... Mas, eu não posso morrer, não enquanto o demônio estiver com risco de surgir novamente... - Dizia, havia um ar de melancolia nas palavras. O tom não era muito alto, era quase um sussurro prometido apenas aos meus ouvidos.
Enquanto soltaria essas frases, essa pequena lamentação, visaria preparar ter em mãos - e preparar para utilização - meu Soprador de Bolhas.  Não havia mais tempo para discursos inflados, era o momento da ação.
Por fim, sem cerimônia, iria usar a Libertação de Água: Técnica de Bolhas em uma tentativa de encerrar essa batalha antes mesmo que ela tenha chance de se alastrar - como um fogo, violência somente traz destruição. Um caos, que como sacerdotisa, não posso deixar reinar.
Sobrando dezenas de bolhas, faria com que elas circulassem os dois ursos e, com um estalar de dedos, próximos de sua pele, mandaria um comando para que todas explodissem ao mesmo tempo.
Durante toda a cena, em meio aos meus cabelos ruivos e as bolhas que fazia com tanto afinco, eu pudia sentir a energia de meu Sino pulsar. Era como uma fera que foi ensinada, desde cedo, que sua missão - seu motivo de vida - era me proteger do perigo. Ele queria se libertar, correr por minhas veias mais uma vez.
Mas, não posso deixar isso acontecer, não depois da biblioteca e as presas que marcam, até hoje, meu pescoço pálido. A adrenalina que ele me serve, o poder que ele me doa... Não vale mais o preço.
Procuraria ficar sempre atenta aos arredores, com o soprador perto de meus lábios, pronto para para se mexerem se necessário.

Jutsus Usados:
   
Equipamentos Usados:

- Soprador de Bolhas

Detalhes:

- Como fiquei um pouco ausente, estou um pouco enferrujado na narração. Agradeço a compressão.
Porém, tentei narrar a bondade da personagem - o desejo de não ferir inocentes ou mesmo, seus inimigos.
Por curiosidade, se essa situação fosse vivida por Maquiavel (P.P) o mesmo, possessivelmente, só iria arriscar sua vida contra os ursos - para salvar uma pessoa - se isso fosse necessário para missão ou essa pessoa fosse importante para ele.
Rize, por outro lado, estaria mais interessada em testar suas habilidades de arco e flecha. Não ligaria muito para a ameaça que os ursos representariam.  

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Os ursos arqueavam-se olhando para Asami, ela por um instante se perdia em pensamentos, instantes o suficiente para que um dos ursos avançasse rugindo em sua direção. Sua grande pata direita acertava apenas o chão, pois a sacerdotisa mirim movia-se rapido indo a uma árvore qualquer, afastando um pouco a situação da senhora. Apesar das a palavras ditas por Asami, a senhora não se movia, ela parecia cansada, talvez machucada, Asami não conseguia observar com clareza a situação da senhora. Os dois ursos rugiam e encontravam Asami pelo cheiro, eles corriam pesados ao chão, levantando pedaços de terra que deixavam marcadas suas densas pegadas.
A menina, com maestria, soprava bolhas, pequenas bolhas que rodeavam os ursos, estes em movimento trombavam sem rodeios nas bolhas e elas apenas explodiam, era isso que deveriam fazer afinal. As varias explosões desorientavam os ursos que se erguiam em duas patas rugindo com grande fervor. Talvez fosse o tempo que Asami tivesse para tirar a senhora dali e leva-la a um local mais seguro

Notas
- Não haverá contagem de Chakra, Stamina ou HP

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Sons de explosão rodeavam meus ouvidos. Eles podiam ser pequenos, singelos mas, em seu coração, deixaram de ser inocentes há muito tempo. As bolhas que criei - numa mistura de esmero e urgência - cumpriam bem o seu papel. Fumaça foi o que nasceu depois de meu ato e um instante - um mero instante - piscou para mim no alto dessa árvore. Eu tinha uma chance de fugir.
Antes, por pouco, a pata de um deles não me ceifou. Agora, por ironia do destino, o jogo virou. Mesmo que por um pequeno rugido, eu já sabia que eles não estavam em seu melhor. Meus dedos, macios como os dia um princesa que jamais saiu de seu castelo, passeavam pela extensão de meu Soprador de Bolhas. Estavam filetando com a ideia de acabar com isso aqui e agora. Derramar sangue.
Alguns dizem que isso é o que faz um ninja, os mesmos que diziam que eu nunca seria uma. Um pequeno sorriso, meio acanhado, nascia em meus lábios. Eu não seria como eles, seria melhor.
Aproveitando a fumaça das explosões e os ursos sem poder confiar em seus sentidos - desorientados - para tentar correr dali. Não para longe, não. Correria contra o bom senso, meu instinto de preservação, correria para onde a velha senhora estivesse. Mesmo do calor de minhas palavras, seus pés teimaram permanecer aonde estavam. Aquilo não era um bom sinal.
- A senhora está bem? Ficar aqui é perigoso... Não me use como exemplo. - pronunciaria quando chegasse perto da anciã, buscaria manter um ar simpático: um sorriso no rosto enquanto, de maneira sutil, tentava ver se a mesma tinha sofrido algum ferimento. -Melhor sairmos daqui. Espero que não tenha medo de altura...    
Ao termino dessa frase, colocaria em mãos, mais uma vez, meu fiel soprador. Os meus dedos dançariam por eles com maestria - com um certo grau de carinho. Buscaria, então, fazer uma imensa bolha em nossa frente: grande o suficiente para nós duas.
- Liberação de Água: Técnica de Bolhas — Flutuar. - As palavras sairiam na minha boca mas engana-se aquele que acredita que foi por necessidade. Nessa sopa de letras quase sussurradas existia um sentimento de realização, como se fazer uma técnica - por menor que ela fosse - eu pudesse contrariar todas as vozes... Todas as pessoas que diziam que um sacerdotisa não pudesse ser uma Kunoichi. Era algo infantil, eu sei. Mas, ao menos, era meu.
Armada de um sorriso acanhado e um movimento de cabeça suave, indicaria - e se preciso, ajudaria - a anciã ir para dentro da bolha comigo. Caso nós duas, com sucesso, colocássemos os pés na bolha, iria comanda-lá para o alto e para longe dali.
Detalhes:

- Novamente, peço desculpas pela demora.
 

Jutsus Usados:

- Liberação de Água: Técnica de Bolhas — Flutuar Rank D - Usado por Asami para, junto da anciã, sair do local em segurança.

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Asami parecia satisfeita por suas explosões, ela estava brigando internamente com as vozes do passado que haviam lhe dito que ela jamais seria uma shinobi, jamais seria uma kunoichi.
Saindo da árvore e se aproveitando da desorientação dos ursos, ela se aproximava da senhora com movimento rapido. Ao passar os olhos pela mesma, Asami não via nenhum ferimento, a senhora também não a respondia. Mesmo assim, ela magistralmente criava uma grande bolha e ambas flutuavam para o alto, buscando de alguma maneira sair dali. Quando elas ja estavam quase sobre as copas das gigantescas árvores, Asami ouvia um rugido.
O urso com mancha no olho se colocava de quatro e pulava para o alto impulsionado suas quatro patas contra o solo. Era impossível uma criatura tão grande e pesada subir tão alto quando Asami e a senhora estavam, mas era isso que ocorria.
A bolha estourava ao receber o golpe das costas da grande fera! Asami e a senhora caiam uma para cada lado do urso, os três começavam a cair em direção ao solo. Asami podia ver claramente resquícios de chakra concentrados nas patas do urso, aquele não era um urso "normal", isso ela tinha certeza.

Notas
- Caso não tenha ficado claro, o urso usoi chakra em suas patas para se lançar na altura da bolha e estoura-la com seu corpo.
- Asami, a senhora e o urso estao caindo de volta ao chão, considere que a queda tem por volta de 15 metros

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- Ok, eu tenho quase certeza que ursos não pulam tão alto...
Sussurrava para meus próprios ouvidos solitários enquanto a queda iminente me aguardava. O vento batia em meu rosto, em brisas fugazes que dispensavam a paz. Meu cabelo ruivo, muito semelhante a um fogo prestes a ser saciado, voava nessa cena mostrando, assim, o Sino que tanto jurou me proteger, a energia que queria correr uma vez mais por minhas veias.
A respiração estaria ofegante, a queda era algo muito rápido para um corpo tão frágil como o meu. Entretanto, a vida e a morte era uma questão recorrente em minha existência: quase como uma velha amiga. Não sei se, para alguém que sempre foi assombrada por contos demoníacos, sua ameaça ainda faria algum efeito.
Meu primeiro gesto seria olhar, de maneira veloz, para o urso que está caindo conosco. Permitindo-me, ainda que por um breve instante, indagar-me se aquilo não passaria de uma alucinação, um presente do veneno que nutri em minhas veias. Sempre pulsando, sempre me lembrando do dia na biblioteca. Afinal nem um urso pode pular tanto, certo?
O tempo corria e não oferecia espaço para perguntas, para dúvidas. Buscaria olhar para a anciã, procurar por sinais de medo em seus olhos azulados como gelo. Sorriria ou, pelo menos, tentaria. Não queria que ela tivesse medo nesse momento, que ela visse sua vida passar como um filme diante de seus olhos. Eu sou uma sacerdotisa, meu dever é proteger as pessoas.
O instinto primário que possuo diria para eu colocar o Soprador de Bolhas entre meus dedos, firme o suficiente para não me abandonar em queda livre. Mas, eu simplesmente o guardaria. Por mais que eu detesta-se admitir, elas poderiam não ser duráveis o suficiente para serem nossos guardiões perante o chão que nosso destino guarda.
- Que seja!...  
Exclamaria de meus lábios pálidos, uma mistura de medo e curiosidade construiria suas poucas palavras. Desde que enfrentei a Jovem Serpente, sentia algo estranho vindo de meu Sino. Um sentimento que me dizia, no íntimo de meu coração, para não deixá-ló correr em minhas veias: não deixa-lo correr por minha alma.
Aquilo me assusta, faria uma careta discreta correr por meu rosto perfeito. Eu não quero alucinações de novo, fantasmas me acordando a noite... Demônios, como nas histórias, me caçando. É errado desejar paz? Devo trazer paz dizem, devo conter demônios eles falam, é o dever daquela que carrega o Sino sorrir por maior que seja a tormenta diante dela.
- Não é justo, o mundo não é justo... A sacerdotisa precisa criar a justiça verdadeira... A paz.  
Esse mantra, sussurrado por uma boca seca acostumada com tudo do bom e do melhor, pode ser pequeno; ser mero. Porém, o seu som suave perante a cabelos ruivos bagunçados foi o suficiente para me dar determinação para meu próximo ato nessa peça. Com um certo receio, tentaria ativar a capacidade de criar uma Barreira de energia rosada através da energia de meu amigo mais antigo e leal: O Sino.
- Segure o Sino - gritaria para a velha senhora, com o intuito de pegar seu Sino e deixar ao alcance da senhora ao meu lado - de uma forma que nos duas, ao mesmo tempo, pudêssemos segurá-lo.  
Pode ser minha perdição mas não deixarei uma velha senhora morrer por causa dela. Buscando fazer a Técnica da Barreira do Sino, a usaria para proteger nos duas da queda que nos esperava ansiosamente. Com uma tristeza suave em meu olhar, não tinha o intuito estender o escudo para o urso: ele não merecia sofrer, porém, agora era meu inimigo. É aquele que anseia minha carne fresca para a janta. E, eu preciso viver mais um dia.

Jutsus Usados:

Técnica da Barreira do Sino Rank B - Usado para tentar defender Asami e a anciã da queda iminente,
     
Detalhes:

- Peço desculpas pela demora, não estava muito criativo ou certo que essa Barreira seria o suficiente contra a queda. Entretanto, tentei mostrar os conflitos internos por trás de seu sorriso durador e seu comportamento sempre gentil. Agradeço a compressão.  

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Com a bolha estourada, Asami, o urso e a senhora começavam a cair em direção ao solo. Entre as duas mulheres o grande urso era quase como uma barrera impedindo-as de se verem e muto menos se tocarem. Enquanto caiam, Asami lutava contra suas emoções, ela possuía medo, um medo intimo não apenas das alucinações, mas também de seu próprio poder, desde o encontro com a jovem mulher serpente na biblioteca ela não era mais ela mesma. Tudo havia mudado, agora Asami duvidava de sua sanidade muitas vezes. Em contra partida, vozes ecoavam em sua mente, quase como um mantra, vozes que lhe diziam o que uma sacerdotisa deveria ser, o que uma sacerdotisa deveria fazer. Mesmo relutante a jovem buscava um jeito de proteger tanto ela quando a senhora, mas com o poder de seu sino, tudo que ela podia fazer era evitar sua própria queda, já que a senhora estava do outro lado do corpo do urso. Entre rugidos do animal, os três chegavam ao chão.

Asami estava protegida, envolvida em uma esfera de luz rosado que lembrava em aparência seu próprio sino. Ela desesperava-se ao ter a consciência de que uma senhora já de idade avançada talvez não fosse forte o suficiente para aguentar aquela queda, se não fosse apenas isso, ainda haviam os ursos. O que caia com elas batia sua bata no bloqueio de luz rosado fazendo Asami girar como uma bola para longe, mesmo que o escudo a protegesse da queda e do golpe do urso, ela rodopiava dentro dele até atingir uma árvore a 6 metros do animal. O escudo de luz dissipava-se em seguida devido aos grandes impactos sofridos. O animal rosnava mas mantinha-se no mesmo local, quieto, quase como se estivesse escondendo a senhora das vistas de Asami.

O urso que estava mais longe levantava-se em duas pernas, ele movia seus braços e garras que de uma forma estranha liberavam rajadas de chakra no formato de meia lua que avançavam com velocidade contra Asami. Haviam cerca de duas ondas de quatro laminas avançando contra a jovem. Uma delas seguia na horizontal e outra na vertical...

Notas
- Era impossível usar a barreira do Sino para proteger vocês duas. Era possível se ambas estivessem próximas, mas o urso estava entre vocês, Asami nem mesmo conseguia ver a senhora.
- O ataque das laminas de chakra do urso, são basicamente duas "levas" de quatro meia luas feitas de chakra, uma leva na vertical e uma leva na horizontal.
- Chamarei o urso que está atacando com as lâminas de Urso 1 e o outro que lhe jogo para a arvore como urso 2, creio que fique mais facil para se entender.

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Foi um erro, foi um erro usar meu poder. Sabia disso, sentia a energia do Sino correndo a toda por minhas veias. Ele queria me dominar mais uma vez, quase sussurrando em meu ouvido que eu deveria o usar sem receio, ceder e assistir a destruição que ele pode fazer quando liberado. Por sorte, estava enjoada demais enquanto rodopiava dentro da esfera para prestar atenção. Embora breve, ela deixava sua marca, a tentação de terminar tudo isso em um piscar de olhos.
Quando dei-me conta, estava encostada em uma grande arvore. A esfera me impede de sentir sua texturas, de seus galhos cortarem minha dita carne frágil. O estomago estava revirado a essa altura do campeonato, o vômito quase chega em meus lábios antes de ser engolido a força. A garganta ardia, o coração não parava de bater, dizendo para eu correr.
A sacerdotisa sempre é a protegida, cercada de servos que desejam vender sua vida para ela. Como se eu fosse, de alguma forma, superior... Se, de alguma forma, uma vida vale-se mais do outra. Essa filosofia dava-me a sensação de nojo, uma repulsa que minha razão carece de explicação. Ela apenas existia por além do silêncio que se instalava aqui, apenas morava em mim. Não muito diferente do veneno que corre em meu sangue jovem.
A brisa mudou e, mesmo tendo ouvidos infantes, eles não eram virgens diante o badalar da morte. O escudo que me separava meus pés da grama fria, se desfazia aos poucos. Por um instante, parecia que era como um espelho que se desfazia em milhares de pedaços. O espelho que me protegia do mundo real, da sua crueldade velada.
Diante de meus olhos violeta, de minha beleza inocente, apenas restava uma passagem de arrepiar a espinha. A anciã, ela estava ao chão e, perante essa cena, só pude colocar minhas mãos pálidas tapando minha boca de maneira súbita, contendo o grito que queria morar em meus lábios cobiçados. Não me importava com os rugidos do urso, com o som da morte se aproximando de minha carne. Meus ombros, magros e covardes, sentiam o peso de ter falhado com uma inocente, com a anciã disposta ao chão como um mero saco de entranhas.
Ela podia estar morta, seus ossos quebrados sob o solo. Talvez, ao menos, sua vida pode ter sido ceifada sem cerimônia, sem dores. Eu pensava assim, eu mentia para mim mesmo sem a boca abrir. Eu odiava isso e, ainda sim, em um desespero mudo, eu fazia. Demoraria um instante para eu cair de joelhos, acompanhada da melodia dos rugidos do urso e de uma lágrima, traiçoeira, que descia pelo meu rosto mascio.
Havia um urso perto de seu corpo imóvel, eu tinha certeza que ele iria fazê-la de jantar. Ela era uma presa fácil, uma carne que implorava para ser devorada. Era seu instinto, eu não poderia culpá - lo mas, ainda sim, fazia. Porém, contrariando o que eu acreditava, o que a lógica ditava, ele não ousou tocá - lá. Nem mesmo o menor dos fios de cabelo, ela estava a salvo. Aquilo era estranho, eu sabia que tinha algo errado ali. Porém, não posso continuar a mentir, a raiva e impotência já tinha domado minha razão - minha doçura - há tempos.
- Eu realmente não queria ferir vocês... Mas, irei salvar essa senhora e bem, vocês estão no meu caminho. - diria enquanto me levantaria e encararia os ursos enquanto, de maneira sutil, limparia as lagrimas de minha face - Estou cansada de obstáculos em meu caminho, então... Sinto muito.  
Medo e coragem se misturarariam em meu tom, nas palavras que cuspo como se fosse uma garota que zombava da própria morte. Isso não deixava de ser, em algum grau, uma verdade. Entretanto, faria meu melhor para não deixar isso transparecer. Estava suando e, por um breve segundo, meus punhos ficariam serrados. Já não sabia se eu era audaciosa ou apenas mais uma estúpida, mais uma sobremesa para eles.
Provavelmente, um pouco de cada.
O urso mais distante, para minha surpresa, foi aquele a me atacar. Um poucos antes disso, um pouco antes de soltar seu par de “Garras de Chakra”, tinha ficado em quatro patas como se fosse como você ou eu. Eu tentava desviar de seus olhos amarelos, eu não queria ver algum traço de alma neles. Atrapalha o que anseio fazer, o sangue que desejo derramar nos quatro cantos dessa floresta.
- Eu não usarei o Sino, não adianta o quanto me tentar… - Sussurro para mim mesma ao sentir o sangue ferver e a energia, aos poucos, querer voltar para minhas veias.
Ao ver o ataque em minha direção, minhas pernas teimam em querer tremer por um mero segundo que seja, por uma janela entre o espaço de morte e vida. Com isso, buscaria moldar água e Chakra em meu estômago e, em seguida, através de minha boca, lançar a técnica Liberação de Água: Colisão da Onda de Água em direção a ofensiva. O intuito, entretanto, era simples e deveras ambicioso: colidir os dois ataques - as “Garras de Chakra” e o meu Jutsu estilo Suiton. Caso meu ataque supera-se o do Urso, iria tentar acertá -lo com toda a força da onda.
Por fim, com os movimentos da mão, tentaria manipular o disparo de água em direção ao segundo urso - o próximo da senhora - inicialmente, de forma direta entretanto, ao se aproximar do alvo, mudaria a direção do ataque para procurar acertá - lo pelo lado esquerdo e de surpresa. Fazendo de tudo para não ferir ou acertar a senhora no processo - até mesmo desviar ou parar a ofensiva no meio do processo.

Detalhes:

- Desculpe a demora e a qualidade do post, estou fora de forma. Busquei demonstrar mais emoções da Asami bem como, uma das poucas vezes até agora, que ela age ofensivamente... Como meio de mostrar sua raiva e impotência perante seu erro.  
Agradeço a compressão.

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Asami brigava consigo mesma, ela buscava salvar a si mesma, mas também a senhora. Talvez ate os ursos, que buscavam feri-la. A menina, tentava não imaginar nada de bom referente as feras selvagens que lhe atacavam, para que talvez assim, ela pudesse enfrenta-los com toda sua força.

Produzindo uma poderosa onda de água, Asami fazia manobrar, as garras da fera que avançavam com sua energia partiam as ondas em muitas horas e lufadas, as criaturas eram de fato poderosas, poderosas ate demais por assim dizer...

Mas, algo ocorria. A água, as lâminas de chakra, tudo, simplesmente tudo colidia com uma esfera rosada que surgia magicamente ao redor de cada ser vivo ali presente. Asami estava a salvo, assim como a senhora e os ursos...

- Pequena sacerdotisa, gostaria de conversar não é? - Dizia a senhora de pé. Aquela era a primeira vez que Asami ouvia a voz calma e gentil da senhora, seus olhos brilhavam em lilás, uma aura poderosa, mas gentil e acolhedora que parecia acalmar os ânimos.

Quando as esferas rosadas sumiam, as criaturas selvagens sentavam no chão. A senhora acariciava aquele que estava mais perto

- Você fez um ótimo teatro hoje, eu disse que se sairia bem não é Buc? - Dizia a mulher enquanto tocava a criatura com gentileza.

- Desculpe a demora, ocorreram alguns problemas nos últimos dias

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Asami POV
A violência corria velada sob a face de poderosas ondas ou garras que, pouco a pouco, ganhavam mais espaço nessa disputa. Ainda que tentasse me levar pela raiva, pela sede de sobrevivência, meus olhos não perderam seu brilho: a piedade que, ao fundo desse olhar violeta, morava. O sangue fervia, entregue ao calor do momento, minha boca se misturava com a água cuspida em jatos.
Entretanto, o destino me surpreendeu e, em um instante, o calor de uma esfera rosada atingia minha carne como havia acontecendo inúmeras vezes na minha infância. Porém, dessa vez, não fui a culpada diante o ato. Meus lábios estão secos a essa altura e a respiração, antes sem tempo, acontecia de maneira ofegante. Para os não avisados, talvez, eu possa mentir e dizer que fiz uma maratona: uma maratona na Floresta da Morte.
Minha testa estava suando como um porco esperando o inevitável fim, o dia do famigerado abate. Meus lábios, por uma brisa passageira, faziam um franco sorriso, pensando em tudo que havia de ter nascido nessas poucas horas que estive aqui, nos minutos que passaram perante essas árvores.
O escudo se desfez, a cortina que me mantinha longe da realidade, me deixava a própria sorte. Tantas feras nessa floresta e, para elas, eu não passaria de uma deliciosa sobremesa. Tinha todos os motivos para temer, para ceder a emoção e correr para um lugar seguro. Conhecido.  Meus ossos tremiam e, certamente, agradeceriam se eu ouvisse o bom senso.
Hoje não. Uma nova voz atingia minha orelha em guarda, uma sopa de palavras gentis que me ajudavam a colocar panos quentes em meus ombros governados pela adrenalina e carentes de novas emoções. A anciã, a vida que aparentemente falhei em manter a salvo, quebra seu voto de silêncio: quebra a atmosfera fria que aqui fez moradia. Seus olhos eram irmãos dos meus.
- Sabia que tinha algo estranho... O urso devia ter acabado com você assim que caiu... Tipo, fazer a senhora em mil pedaços... - Deixaria alguns risos tensos fugirem de minha boca seca - Então, os boatos são verdadeiros? Você é como eu?...
Estava aliviado por ela está bem, viva. Não gostaria de ter mais uma alma pesando em minhas costas. Observaria, então, um dos ursos receber um pouco de carinho e sentar na grama, no meio dessa floresta perigosa, agindo como apenas um filhote. Uma vida que, por uma brisa passageira, eu queria ceifar da existência. Desejava acabar com seus sonhos nessa terra.
Eu não fui diferente daqueles que luto contra, diferente daqueles que ansiavam por meus olhos em suas ambições profanas.
- Me desculpem por tentar ferir vocês ursos... - ao declarar essa frase colocaria minha mão para frente, fazendo um sinal de que gostaria os compensar com afego em seus pelos. - Posso?
Acho que não preciso de alucinações para ser chamada de louca. As mesmas garras que queriam meu sangue são as mesmas que tento fazer um carinho agora. Bondade e estupidez são separadas de maneira tênue em nosso mundo.

Detalhes:

- Desculpe a demora. Fiz um pouco mais contido pois, vou tentar terminar as Quests e Fillers esse mês. Espero que a qualidade não tenha caído muito.

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